19 de dezembro de 2010

songs are as sad as the listener*

San Francisco (Maio 2009)

Creio que descobri a resposta a esta pergunta...

* in Extremely Loud & Incredibly Close, Jonathan Safran Foer

8 de dezembro de 2010

oh mãe, quando eu for grande...

Madrid (Novembro 2010)

1 de novembro de 2010

austeridade














Lisboa (Abril 2010)

(...) bardamerda o FMI, o FMI é só um pretexto vosso seus cabrões, o FMI não existe, o FMI nunca aterrou na Portela coisa nenhuma, o FMI é uma finta vossa para virem para aqui com esse paleio, rua, desandem daqui para fora, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe...

in FMI, José Mário Branco

30 de outubro de 2010

30 de setembro de 2010

emigrante ilegal
























(Madrid, Março 2010)

Vá para fora cá dentro,
vá aos subúrbios do Mundo no centro da cidade.
Igualdade, integração social,
seja por 10 minutos um emigrante ilegal,
como se chegasse do Brasil, do Paquistão.
Vá ao Intendente e invente uma solução que satisfaça
aos que já chegaram e chegarão.
Mesmo que não tenha vontade de ir,
vá ao Intendente, Sr Presidente.
Aprenda, para chegar é sempre preciso partir.

in Negócios Estrangeiros, Da Weasel

30 de julho de 2010

a capoeira iluminada

(Lagoa do Abaeté, Salvador da Bahia, Julho 2010)

O que seria do sol sem a lua
O que seria da noite sem o dia
O que seria...
da capoeira sem o Mestre Bimba

30 de junho de 2010

pintura mural II

Tierra y Libertad, Diego Rivera (D.F. México, Junho 2010)

pintura mural

(Mérida, México, Junho 2010)

28 de março de 2010

purificar-vos-ei de todos os falsos deuses*

Madrid (Fevereiro 2010)

O dark dark dark. They all go into the dark,
The vacant interstellar spaces, the vacant into the vacant,
The captains, merchant bankers, eminent men of letters,
The generous patrons of art, the statesmen and the rulers,
Distinguished civil servants, chairmen of many committees,
Industrial lords and petty contractors, all go into the dark,

in Four Quartets, T.S. Eliot
* Da Profecia de Ezequiel, 36, 16-28

21 de março de 2010

anunciação da Primavera

Lisboa (Dezembro 2008)

Eu vou torcer pela paz
Pela alegria, pelo amor
Pelas coisas bonitas
Eu vou torcer, eu vou

Pelo inverno
Pelo sorriso
Pela primavera
Pela namorada
Pelo verão
Pelo céu azul
Pelo outono
Pela dignidade
Pelo verde lindo desse mar
Pelas coisas bonitas
Eu vou torcer, eu vou

in Eu vou torcer, Jorge Benjor/Fernanda Abreu

16 de março de 2010

abraça-me forte

















Lisboa (Dezembro 2008)

No sofá eu vivo
morta por te ter perdido
corpo esquecido
num sofá de abrigo

in Sofá, Cool Hipnoise

8 de março de 2010

mulher

Madrid (Junho 2009)

Dão-nos a honra de manequim
para dar corda à nossa ausência
Dão-nos um prémio por ser assim
sem pecado e sem inocência

in Queixa das almas jovens censuradas, Natália Correia

7 de março de 2010

sou lúcido

Lisboa (Maio 2007)

Mas até nem parvo sou!
Nem tenho a defesa de poder ter opiniões sociais.
Não tenho, mesmo, defesa nenhuma: sou lúcido.

Não me queiram converter a convicção: sou lúcido!

Já disse: sou lúcido.
Nada de estéticas com coração: sou lúcido.
Merda! Sou lúcido.

in Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa, Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

5 de março de 2010

houses rise and fall

















Madrid (Fevereiro 2010)

In my beginning is my end. In succession
Houses rise and fall, crumble, are extended,
Are removed, destroyed, restored, or in their place
Is an open field, or a factory, or a by-pass.
Old stone to new building, old timber to new fires,
Old fires to ashes, and ashes to the earth
Which is already flesh, fur and faeces,
Bone of man and beast, cornstalk and leaf.
(...)

East Coker/ Four Quartets, T.S. Eliot

4 de março de 2010

if it's not love...

Madrid (Janeiro 2010)

Beacause if it's not Love
Then it's the Bomb
That will bring us together

Ask, Morrissey (The Smiths)

2 de março de 2010

gimme that spray paint, gimme those walls



gimme that punk, Audio Bullys

proibido proibir

Madrid (Fevereiro 2010)

A high wall throws down a challenge. Protecting property, defending order, it is a target for protest and insult, as well as for demands of every sexual, political, or social persuasion. The French Revolution began by knocking down walls, those round the Bastille. Neither newspapers, nor posters have supplanted "the writing on the wall".

The Language of the Wall, Brassaï

1 de março de 2010

verde e amarelo

Madrid (Fevereiro 2010)

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
(...)

Quadrilha, Carlos Drummond de Andrade

28 de fevereiro de 2010

efémero

Madrid (Outubro 2008)

Madrid (Fevereiro 2010)

A primeira vez que vi este graffiti lembrei-me das naturezas mortas do período barroco, com caveira e laranja a meio descascar - vanitas vanitatum omnia vanitas - representação simbólica da futilidade do mundo material face à certeza da morte. Passados dois anos, voltei a encontrar o mesmo desenho, agora mais estilizado, noutra zona de Madrid. Um e outro já foram apagados. A vida é efémera.

22 de fevereiro de 2010

poetas malditos

Madrid (Janeiro, 2010)

(...)
And the raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all the seeming of a demon's that is dreaming,
And the lamp-light o'er him streaming throws his shadow on the floor;
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted - nevermore!

The Raven, Edgar Allan Poe